A decisão do PTdoB de incorporar-se ao conjunto de partidos nanicos que fechou apoio à candidatura ao governo do ex-ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) ontem abriu uma nova pequena crise no seio familiar de importante quadro petista baiano.
Prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho não teria gostado nada de ver o partido presidido por sua irmã, Dilma Gramacho, assumir o papel de aliado público da campanha do ex-ministro na Bahia.
Num telefonema trocado entre as duas ontem, momentos antes de a aliança com Geddel ser anunciada publicamente, a prefeita ainda teria tentado persuardir a mana de que a escolha por Geddel não era o melhor caminho para a legenda.
Apelando para os vínculos fraternos, Moema na verdade repetia o script desempenhado ontem pela articulação política do governo, que tentou, no último minuto, reverter o apoio das quatro legendas à candidatura peemedebista. Sem sucesso.
Não é a primeira vez que as irmãs, que militam em legendas diferentes, se desentendem por conta de eleições. Na campanha à Prefeitura, em 2008, quando o PT lançou Walter Pinheiro, o PTdoB preferiu marchar com ACM Neto, do DEM.
Naquela época, entretanto, Moema não teria manifestado grande zanga com a irmã. Agora, em função de sua ligação com Wagner, não teria escondido de ninguém, no entanto, a decepção com a presidente do PTdoB.
O conjunto de pequenas legendas que dá hoje a Geddel a condição de líder na campanha de 10 partidos e mais de um minuto ao seu tempo de televisão teria sido perdido por Wagner por conta da baixa atuação de sua articulação política.
Publicamente, no entanto, o argumento do governo é de que as legendas não dariam nenhum resultado efetivo à campanha governista, apesar de aqui e ali, como no caso do PTdoB, ter sido percebido movimento de última hora para tentar atrelá-las ao governismo. (Politica Livre)
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