O governador Jaques Wagner (PT) assinou ontem, na Governadoria, convênios com a Caixa Econômica Federal e o Ministério das Cidades para financiamento de obras de esgotamento sanitário e construção de casas para os desabrigados das chuvas. No evento, foram formalizados contratos para o setor de habitação na ordem de R$44 milhões para as cidades de Lauro de Freitas e Simões Filho e para a área de saneamento básico no valor de R$170 milhões.
Durante o discurso, numa clara referência à polêmica sessão na Assembleia que votou projetos do Executivo, o petista não perdeu a oportunidade de disparar críticas aos adversários, que, segundo ele, tem colocado o interesse partidário acima do coletivo. “Para minha tristeza tivemos que gastar quase 34 horas para aprovar empréstimos de grande importância – um reconhecimento do governo Lula aos estados que passaram por dificuldades. Em outros estados se aprovou facilmente e aqui foi dessa forma, tendo gente que assinou contra.
Não estou tomando dinheiro para mim, mas para o Estado – um empréstimo que o governo Lula liberou”, justificou, lembrando que, quando era parlamentar, assinou a favor da construção do emissário submarino. “Vale ressaltar que nunca imaginei que fosse inaugurar essa obra em meu governo”, acrescentou. A obra será inaugurada este ano.
Sobre a composição da chapa majoritária, Wagner se limitou a dizer que não existem novidades. ‘Só existem os três nomes”, esquivou-se. Num claro recado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) e ao ex-governador Paulo Souto (DEM), principais opositores na corrida ao Palácio de Ondina, o governador declarou: “Tem gente que faz as coisas pensando em proteger os amigos e atacar os inimigos. Comigo não existe um carimbo dizendo: só funciona quem é amigo do rei”, alfinetou, exaltando que já inaugurou obras em municípios comandados pelo DEM, a exemplo de Santo Antonio de Jesus e Feira de Santana.
Dando seguimento às estocadas, o governador, em entrevista à rádio Metrópole, fez questão de relembrar que foi o responsável pela indicação de Geddel para o ministério. “Não posso negar que se tomar como base números, o apoio do PMDB foi importante para a minha vitória, pois me deu o maior tempo de TV e o maior número de prefeitos. Por conta do tamanho do PMDB, o partido ficou com a vice-governadoria, e duas secretarias importantes – Indústria e Comércio; e Infraestrutura. E por isso, para ter um aliado em Brasília, ajudei a fazer o então deputado federal Geddel Vieira Lima ministro do presidente Lula”. (Tribuna da Bahia)
24 de abr. de 2010
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