
O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, provável companheiro de chapa de Dilma Rousseff na condição de vice, negou, em telefonema no início da noite desta quarta feira que não tem o menor sentido a informação de que ele ainda poderia trabalhar para uma união entre Geddel Vieira Lima e Jaques Wagner. A conversa teria acontecido em Comandatuba, no Fórum dos Empresários (ver nota abaixo). Disse-me Temer que, muito ao contrário, numa conversa descontraída com o governador, a ele revelou que "muito me entristece esta disputa entre os dois." Wagner, então, retrucou : "Eu o convidei para ser meu vice e ele não aceitou". Em sequência, Michel Temer devolveu : "Geddel é candidato a governador da Bahia, essa proposta de vice há um ano atrás faria sentido, agora não há possibilidade." Relatou, então, que, no ano passado, diante da ruptura na Bahia entre Wagner e Geddel, houve uma conversa entre ele, o presidente Lula e o deputado Henrique Alves quando, então, o presidente ficou de marcar um encontro para tentar um acordo que pacificasse os dois. "Isto foi em agosto - disse Temer- e este encontro nunca houve, porque jamais foi marcado." O presidente da Câmara e do PMDB (licenciado) explicou, então que a candidatura de Geddel "é irremovível e que a questão agora é discutir para se saber de que forma é possível montar dois palanques para Dilma na Bahia."
(Samuel Celestino)
(Samuel Celestino)
Nenhum comentário:
Postar um comentário