
Os políticos são uma classe estranha, muito estranha. Em todos os sentidos. Lembra-me do saudoso cronista baiano Silvio Lamenha: "Compreendê-los? Quem há de?". Atividade apaixonante, mentirosa, sem limites, de ética duvidosa e de outras dúvidas mais que lançaram a imagem da classe ao rés do chão. Temos aqui um caso curioso: João Henrique caminhava para a derrota em segundo mandato, ingressou no PMDB e o jogo virou. De quarto lugar nas pesquisas, venceu a eleição. A deputada Maria Luiza, que tem o direito de agir como política da forma que bem entender, acompanhou mas, agora, quando a sucessão estadual dá sinais de que será um incêndio, mudou. Radicalmente. Em discurso na AL-BA, disse não votar em Geddel. Descobriu que não se afina com ele. Tudo bem. Vota-se em quem quer. Votou contra a oposição e com o governo e, para que não restem dúvidas nesta confusa cidade do Salvador, tomou assento na bancada do PT (ver nota) e participou de uma reunião com o governador Jaques Wagner no Palácio de Ondina. Paro por aqui. Não é preciso dizer nada. Meu inesquecível mestre Jorge Calmon costumava dizer, em conversa comigo: "Política, meu filho, é o diabo!" É, sim. Diabo dos antigos, de pé redondo, rabo, cheiro de enxofre e outras características mais que o imaginário do povo cria. Toca o bonde.
(Bahia Noticias/Samuel Celestino)
(Bahia Noticias/Samuel Celestino)
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