Um mês depois de acerto com Wagner, Lima não viu surgirem condições objetivas de trabalho
O ex-secretário de Relações Institucionais Rui Costa está sendo apontado no PT como o principal responsável pela decisão do petista Marcos Castro Lima de abandonar o trabalho de apoio à coordenação da campanha da reeleição do governador Jaques Wagner (PT) para retornar a Brasília depois de meses na Bahia.
Após afastar-se da subchefia de Assuntos Parlamentares da Presidência da República e retornar a Salvador, Lima chegou a ser sondado por Wagner para assumir a secretaria estadual de Relações Institucionais do governo, mas o governador teria recuado ante a reação contrária de Rui, que emplacou um desconhecido auxiliar direto no cargo.
Wagner construiu, então, a alternativa de colocar Lima numa função executiva junto ao coordenador de sua campanha, o prefeito de Camaçari, Luis Caetano, mas, passado um mês do acerto, não teria criado condições mínimas de apoio ao trabalho do petista, o que leva governistas a concluírem que ele teria sido boicotado por Rui.
No modelo pensado por Wagner, o ex-subchefe de Assuntos Parlamentares do presidente Lula ocuparia a mesma função desempenhada pelo hoje secretário estadual da Fazenda, Carlos Martins, e Regina Afonso em sua primeira campanha, em 2006, quando organizaram toda a sua parte administrativa e de relacionamento com lideranças políticas.
O choque entre algumas funções do novo auxiliar e os interesses de Rui, que continua com ingerência na articulação política do governo, teria levado ao desfecho noticiado hoje, em primeira mão, pela coluna Raio Laser, da Tribuna. “Rui nunca gostou da idéia de Lima estar na Bahia e próximo a Wagner”, revelou há pouco ao Política Livre um petista com acesso ao governador.
Também observou que Rui não gostaria das constantes referências que se fez a Lima como nome ideal para substituí-lo na secretaria de Relações Institucionais nos momentos mais críticos de sua gestão na pasta, que não foram poucos.
Segundo a fonte petista, é uma injustiça atribuir a saída de cena de Lima ao fracasso das negociações do governo com o senador César Borges (PR), que acabou aderindo à campanha do pré-candidato a governador do PMDB, Geddel Vieira Lima.
“Quem tratou disso foi um petista conhecido por suas trapalhadas, que trocou a campanha de Wagner pela dos deputados do partido”, completou. O nome do petista trapalhão a que a fonte se refere o Política Livre só não publica para não ensejar um alucinado e atrapalhado pedido de direito de resposta que, honestamente, nenhum veículo de comunicação, por mais virtual que seja, merece. (Raul Monteiro)
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