Wanderson Feitosa
O famoso geólogo João Carlos Cavalcanti (foto), um dos proprietários da mineradora Global Mine Exploration 4 (GME4), vendeu 50% do projeto de minério de ferro no Piauí para a segunda maior mineradora da Índia, a Fomento Resources.
A área da gigantesca mina de minério de ferro está situada nos municípios de Paulistana, Simões, Betânia do Piauí e Jacobina do Piauí. O ativo da mina foi disputado pelo bilionário e magnata da mineração indiana Lakshmi Mittal, que acabou desistindo da aquisição.
Considerado o 8º homem mais rico do mundo pela Forbes (US$ 19,3 bilhões), Mittal chegou a ser por algum tempo durante as negociações, como aquele que compraria a porcentagem negociada.
Mas mesmo sendo um dos principais responsáveis pela nova configuração da indústria do aço em âmbito mundial, recuou.
Para implantar o projeto, já aprovado pelos ministros das Minas e Energia, Edison Lobão e da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, a Fomento irá desembolsar em investimentos a quantia de US$ 1 bilhão, em áreas de pesquisa, com a industrialização e escoamento da produção.
Embora o governo tenha alardeado que assinou um protocolo de intenções onde se compromete a oferecer total apoio no tocante a liberações de licenças ambientais e outros empecilhos, os investidores sabem que o estado é precário em infra-estrutura, como também é precária sua capacidade de alento em contornar essa situação.
A descoberta da mina - encontrada pelo geólogo - despertou euforia nos investidores internacionais e exploradores minerais. Isso porque segundo informações da própria GME4, a responsável pela descoberta, a mina localizada na região Sul/Sudeste do Piauí concentra reservas de 2,97 bilhões de toneladas do minério. Inicialmente é prevista a exploração de 882 milhões de toneladas.
Segundo informações do governo do estado, essas 882 milhões de toneladas serão exploradas em 17 anos, a partir de 2012, obtendo um faturamento anual de US$ 1,4 bilhão, gerando 950 empregos diretos e 1.550 indiretos, propiciando significativa arrecadação tributária e através de recebimento de royalties para o Estado e municípios contemplados.
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