
Por TASSO FRANCO
O PMDB chega à sua convenção partidária a ser realizada no próximo dia 21, em Salvador, com a formatação de sua chapa majoritária às eleições de outubro próximo e uma coligação composta por 11 partidos: PMDB/PR/PTB/PSC/PPS/PRP/PRTB/PSDC/PTC/PMN e PTdoB. O que parecia pouco provável, no entanto, aconteceu. Isso revela que o partido teve competência política de organizar o meio de campo nessa fase da pré-campanha, o que sigfnica um trunfo importante e permite que os candidatos da chapa majoritária e das proporcionais encarem a segunda etapa do processo, a partir de 7 de julho, a campanha propriamente dita, com desenvoltura, sem atritos internos e em condições de competitividade. A chapa majoritária, em si, vista agora depois de tantas negociações e conversas, representou, num primeiro instante, com a incorporação do senador César Borges (PR), uma surpresa; e, num segundo momento, a dimensão de unidade, porque garantiu a presença do atual vice-governador Edmundo Pereira (PMDB) e a escolha do segundo candidato ao Senado, o vice-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito (PTB), partido este que, no plano nacional, se aproxima de José Serra (PSDB). Além do que, o prefeito João Henrique (PMDB), se mantém alinhado com o ideário do seu partido e integrado à pré-campanha Geddel. A fixação do nome Geddel como candidato a governador é uma realidade. A segunda fase do processo, o candidato do PMDB diz que é a campanha eleitoral propriamente dita, a qual, na sua concepção, só começa mesmo a partir de 17 de agosto com o horário eleitoral gratuito nos veículos de comunicação de massa. É nesse momento que o candidato do PMDB espera crescer eleitoralmente e partir para a disputa, de igual para igual, como Wagner e Souto. Se isso vai acontecer, só o tempo dirá. Mas, em tese, o raciocínio e a estratégia de Geddel têm lógica. Sem um meio-de-campo político organizado e fortalecido, isso seria muito mais difícil. É como um time de futebol, já que estamos às vésperas de abertura da Copa do Mundo, é preciso ter defesa forte, meio-de-campo ágil e flexível, e ataque agressivo. É essa a tática de Geddel. Vai pra cima com tudo em agosto porque se considera o novo, e tanto Souto como Wagner já tiveram suas chances e desperdiçaram no momento de fazer os gols.